O volume de salários e rendas do trabalho pagos mensalmente no Paraná cresceu 40,9% acima da inflação entre 2018 e 2026. O dado consta em levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No primeiro trimestre de 2026, os trabalhadores paranaenses receberam, juntos, R$ 25,896 bilhões por mês. No mesmo período de 2018, o total era de R$ 18,377 bilhões mensais, já em valores corrigidos pela inflação.
O avanço é resultado da combinação entre aumento do número de pessoas ocupadas e crescimento real dos salários. Em oito anos, 837 mil paranaenses ingressaram no mercado de trabalho, enquanto o rendimento médio mensal passou de R$ 3.475 para R$ 4.180.
Segundo o levantamento, o número de pessoas trabalhando no Paraná passou de 5,421 milhões no primeiro trimestre de 2018 para 6,258 milhões no primeiro trimestre de 2026.
Esse aumento no contingente de trabalhadores ampliou a massa de renda que circula mensalmente no Estado. Na prática, mais pessoas empregadas e com maior remuneração elevam o poder de compra das famílias e estimulam diferentes setores da economia.
O crescimento da renda do trabalho tende a impactar diretamente o comércio, os serviços, a alimentação, a moradia, o transporte e outros segmentos, criando um ciclo de movimentação econômica em várias regiões do Paraná.
Além da entrada de novos trabalhadores no mercado, o rendimento médio mensal também avançou acima da inflação. Entre 2018 e 2026, o crescimento real foi de 20,3%.
O valor médio pago aos trabalhadores passou de R$ 3.475 para R$ 4.180 no período analisado. O dado reforça que a melhora não ocorreu apenas pela ampliação do número de ocupados, mas também pelo aumento da renda média.
Outras fontes de renda, como programas sociais, pensões e aposentadorias, também são analisadas pelo IBGE, mas o levantamento destacado trata especificamente da renda proveniente do trabalho.
Os números acompanham outros indicadores recentes do mercado de trabalho paranaense. No primeiro trimestre de 2026, o Estado registrou a menor taxa de desemprego da sua história para o período, com índice de 3,5%, segundo a PNAD Contínua.
O Paraná também alcançou o maior contingente de trabalhadores da série histórica, além de apresentar redução da informalidade e da subutilização da mão de obra.
Na avaliação do diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o avanço da massa salarial é um dos principais reflexos do desenvolvimento econômico registrado no Estado nos últimos anos.
“Estes importantes números referentes ao aumento da massa salarial que circula no Paraná comparativamente de 2018 a 2026 nos indicam de forma clara e efetiva o aumento da produtividade e do desenvolvimento regional em todas as nossas cadeias produtivas, incluindo todos os segmentos sociais”, afirmou Callado.
Segundo ele, o desempenho da renda acompanha o crescimento da atividade econômica em diferentes setores produtivos do Estado.
“Isso se reflete nos bons números do PIB do Estado e nas boas taxas de produção tanto para o mercado interno quanto para o mercado externo. O apoio das políticas públicas também tem sido fundamental para chegarmos a estes bons resultados”, acrescentou.
O avanço da massa salarial também acompanha o fortalecimento da economia paranaense. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% e chegou a R$ 765,17 bilhões.
Com esse resultado, o Estado se consolidou como a quarta maior economia do país. No mesmo período, o PIB per capita paranaense alcançou R$ 64,3 mil, valor 7,8% superior à média nacional.
Em relação a 2018, o PIB per capita do Paraná registrou crescimento de 65,9%. O conjunto de dados reforça a expansão da renda, do emprego e da atividade econômica no Estado.