A Copel e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) formalizaram uma parceria para ampliar a segurança em instalações elétricas nas áreas rurais do Estado. O termo de cooperação foi firmado na terça-feira, dia 12, durante o 1º Fórum Copel Agro, realizado na sede da companhia, em Curitiba.
A iniciativa tem como foco orientar produtores rurais no momento da contratação de serviços técnicos para instalações elétricas dentro das propriedades. A medida busca reduzir riscos, qualificar a execução dos serviços e contribuir para a estabilidade do fornecimento de energia no campo.
Segundo a Copel, a cooperação integra o processo de fortalecimento do Copel Agro, programa voltado ao atendimento de produtores rurais, especialmente da cadeia da proteína, setor com alta dependência de energia contínua e de qualidade.
O diretor Comercial da Copel, Julio Omori, destacou que a qualidade das instalações internas das propriedades e dos ramais ligados à rede elétrica tem impacto direto na continuidade do fornecimento.
“A segurança e a qualidade nas instalações internas das propriedades, bem como ramais da rede elétrica da Copel são de grande relevância para evitar interrupções no fornecimento. A parceria com o Crea-PR apoia um processo de excelência em serviços que está se consolidando com o Copel Agro”, afirmou.
O Crea-PR reúne profissionais habilitados e registrados, o que permite maior segurança técnica na contratação de serviços ligados à engenharia, agronomia e áreas correlatas. A expectativa é que a parceria auxilie produtores a buscar profissionais qualificados para intervenções nas propriedades.
Para o presidente do Crea-PR, Helder Nocko, a ação fortalece a presença da engenharia no desenvolvimento do Paraná e amplia o acesso do meio rural a soluções técnicas especializadas.
Helder Nocko afirmou que a iniciativa também tem o objetivo de valorizar profissionais da área técnica e aproximar soluções qualificadas das necessidades do campo.
“Nosso objetivo é valorizar a engenharia e contribuir para que soluções técnicas qualificadas cheguem ao meio rural, apoiando a resolução de problemas, promovendo mais eficiência nas instalações elétricas e gerando qualidade de vida para a população, além de oportunidades de trabalho para os profissionais do sistema”, destacou.
A assinatura do termo ocorreu dentro da primeira edição do fórum do Copel Agro, que reuniu representantes da Fiep, Ocepar, FAEP, Crea-PR, Governo do Paraná, UFPR e empresas de tecnologia.
Durante o encontro, os participantes discutiram soluções para ampliar a segurança energética no campo, reduzir oscilações, aprimorar o atendimento aos produtores e modernizar a rede rural.
Na abertura do evento, o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Vilella, afirmou que o Copel Agro nasceu de uma construção conjunta com representantes do setor produtivo.
“Intensificamos o diálogo com federações, prefeitos e produtores para entender as expectativas dos clientes. Foi a partir dessa escuta que nasceu o Copel Agro, com um atendimento personalizado a um segmento essencial para o Estado e para o país”, afirmou.
Segundo Vilella, o programa foi estruturado para acompanhar o crescimento da cadeia da proteína no Paraná e responder às demandas de produtores que dependem de energia estável para manter a produção.
Ele explicou que a Copel mapeou esses clientes e redirecionou investimentos, principalmente para reduzir oscilações de tensão. O diretor também citou a ampliação de equipes, investimentos em tecnologia e retomada de contratações para melhorar a qualidade do serviço nos próximos meses.
Durante o fórum, o gerente executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves, apresentou os primeiros resultados do programa, que passou a atender produtores rurais da cadeia da proteína em 6 de abril.
“Criamos um canal dedicado com atendimento humanizado. Nos primeiros 30 dias, superamos 30 mil atendimentos, com mais de 95% de avaliação positiva dos clientes atendidos”, disse.
De acordo com Gonçalves, a maior parte das solicitações registradas está relacionada à interrupção no fornecimento de energia. Em seguida, aparecem as demandas comerciais.
O gerente executivo afirmou que o programa avança agora para uma nova etapa, com foco em soluções estruturais, organização de equipes e investimentos voltados à atuação preventiva e à melhoria do serviço prestado nas propriedades.
O professor doutor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alexandre Aoki, destacou a contribuição da pesquisa científica para identificar pontos críticos e apoiar o produtor rural na área energética.
“A universidade contribui para identificar processos críticos e compreender como fenômenos elétricos afetam a produção. Isso permite tornar as propriedades mais preparadas para eventuais oscilações”, explicou.
O presidente do Conselho Setorial da Fiep, João Arthur Mohr, reforçou que a energia é um insumo determinante para a competitividade da indústria. Segundo ele, a demanda deve crescer cerca de 4,5% ao ano nos próximos cinco anos.
Mohr também apontou a ligação direta entre o campo e a indústria. “Um problema no aviário, na piscicultura ou na suinocultura impacta diretamente os frigoríficos. Por isso, a regularidade no fornecimento é fundamental”, afirmou.
A atuação conjunta entre entidades foi apontada como um dos caminhos para enfrentar os desafios energéticos do setor produtivo. João Arthur Mohr citou a criação de um grupo de trabalho com a Copel para tratar de questões práticas, como a priorização de consumidores mais sensíveis e a melhoria da qualidade da energia.
O coordenador técnico da Ocepar, Silvio Krinski, também reforçou a necessidade de planejamento integrado para garantir mais estabilidade no atendimento aos produtores rurais.
“Esses desafios exigem atuação conjunta. O produtor precisa de energia contínua e previsível, e isso depende de um sistema sólido e bem planejado”, disse.
O fórum também tratou da modernização da rede rural e do uso de novas tecnologias para aumentar a confiabilidade do fornecimento de energia. A proposta do Copel Agro é manter eventos permanentes e grupos de trabalho voltados a soluções aplicáveis ao campo.
O Copel Agro conta com a linha direta 0800 643 76 76, exclusiva para produtores rurais. O atendimento é realizado por teleatendentes 24 horas por dia, sete dias por semana.
O canal foi criado para receber e encaminhar demandas relacionadas ao fornecimento de energia elétrica no meio rural.
Com a parceria entre Copel e Crea-PR, o programa amplia sua frente de atuação, combinando atendimento especializado, orientação técnica, cooperação institucional e investimentos voltados à segurança energética das propriedades rurais.