O avanço dos cursos técnicos na rede estadual do Paraná atingiu um novo patamar em 2026 e escancara uma transformação no modelo educacional. O Estado superou a marca de 137 mil estudantes matriculados na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), consolidando um crescimento acelerado e contínuo nos últimos anos.
O salto no número de matrículas é expressivo. Em 2025, eram 120,6 mil alunos. Agora, o total chega a 137 mil, um aumento de quase 17 mil estudantes, o equivalente a 13,6% em apenas um ano.
O avanço se torna ainda mais impactante quando analisado ao longo do tempo. Em 2021, a rede estadual contava com cerca de 66 mil alunos na modalidade. Em cinco anos, o crescimento chegou a 101%, mais que dobrando o número de estudantes.
A expansão também se reflete no número de escolas ofertantes. Em 2021, 298 colégios estaduais ofereciam cursos técnicos. Em 2026, esse número saltou para 805 unidades, um aumento de 170%.
O cenário evidencia uma ampliação significativa da estrutura educacional voltada à formação profissional em todo o Estado.
Atualmente, a rede estadual disponibiliza mais de 50 cursos técnicos. Entre os mais procurados estão Administração, Desenvolvimento de Sistemas, Formação Docente, Agronegócio e Agropecuária.
Um dos destaques mais recentes é o curso técnico em Inteligência Artificial, lançado neste ano, que já soma 1,3 mil matrículas em 45 escolas, indicando forte adesão a áreas ligadas à tecnologia.
Um dos principais diferenciais da EPT é a possibilidade de o estudante concluir o Ensino Médio com duas certificações: o diploma regular e o técnico. A formação pode ser integrada ao Ensino Médio ou realizada na modalidade subsequente, após a conclusão da educação básica.
Essa estrutura amplia as oportunidades de inserção no mercado de trabalho e também fortalece o caminho para o Ensino Superior.
A crescente procura pelos cursos técnicos está diretamente ligada às exigências do mercado de trabalho, que demanda profissionais mais qualificados e com formação prática.
O modelo adotado no Paraná prioriza cursos alinhados às necessidades regionais, conectando a formação dos estudantes às demandas do setor produtivo e ampliando as possibilidades de empregabilidade.