O avanço das síndromes respiratórias no Paraná acende um alerta neste início de 2026. Com aproximadamente 3 mil casos registrados no Estado, o período de outono marca o aumento da circulação de vírus e reforça a importância da vacinação contra a gripe.
A combinação de temperaturas mais baixas, ambientes fechados e maior convivência entre pessoas cria o cenário ideal para a propagação das infecções respiratórias.
De acordo com a enfermeira especialista em vacinas, Flávia Fenner, essa época do ano exige atenção redobrada.
Segundo ela, a oscilação de temperatura entre manhãs frias e tardes quentes, aliada ao ar mais seco e aos ambientes fechados, contribui diretamente para o aumento dos casos.
A vacinação contra a gripe é apontada como a principal forma de prevenção. Em pessoas com boa imunidade, ela pode evitar a doença. Já nos grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, o imunizante reduz significativamente o risco de agravamento, internações e até mortes.
Além disso, a imunização também tem efeito coletivo, diminuindo a circulação do vírus.
Embora a campanha priorize grupos mais vulneráveis, especialistas destacam que a população adulta saudável também tem papel fundamental.
Mesmo sem desenvolver sintomas graves, essas pessoas podem atuar como transmissores, levando o vírus para familiares mais sensíveis, como crianças e idosos.
A gripe costuma apresentar sintomas mais intensos, como febre, dores no corpo, prostração e necessidade de repouso. Já o resfriado tende a ser mais leve, com sintomas passageiros como coriza e espirros.
A confusão entre os dois quadros é comum, mas o impacto da gripe pode ser muito mais severo, com risco de evolução para pneumonia.
A vacina contra a influenza precisa ser tomada anualmente, pois é reformulada com base nas cepas mais recentes do vírus, identificadas a partir do inverno do Hemisfério Norte.
O imunizante começa a fazer efeito entre 10 e 15 dias após a aplicação.
Mesmo com a disponibilidade da vacina na rede pública e privada, a adesão ainda é considerada baixa. Entre os fatores apontados estão o medo e a desinformação, especialmente após a pandemia.
A queda na cobertura vacinal tem preocupado autoridades de saúde, já que pode contribuir para o retorno de doenças antes controladas.
Especialistas reforçam que a decisão de se vacinar vai além da proteção individual.
Ao reduzir a circulação do vírus, a vacinação ajuda a proteger toda a comunidade, especialmente os mais vulneráveis.