Representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram neste sábado (11) uma rodada de negociações no Paquistão, em mais uma tentativa de avançar para o fim do conflito que já provoca impactos econômicos e humanitários em escala internacional.
O encontro ocorre em Islamabad, onde o vice-presidente norte-americano JD Vance se reuniu com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. A agenda também contou com a presença de enviados ligados ao governo dos Estados Unidos. Paralelamente, a delegação iraniana, liderada pelo presidente do parlamento Mahammad Bagher Qalibaf, também manteve diálogo com o governo paquistanês.
O governo do Paquistão atua como intermediador nas tratativas e indicou que o objetivo é facilitar avanços entre as partes em direção a uma solução considerada sustentável para a região. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre possíveis acordos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a delegação iraniana apresentou condições para o encerramento do conflito. Entre elas estão a indenização por danos causados durante os ataques, a liberação de ativos financeiros bloqueados e a implementação de um cessar-fogo duradouro.
Autoridades iranianas indicaram que eventuais acordos dependerão diretamente das condições estabelecidas nas negociações, especialmente no que diz respeito aos interesses regionais envolvidos no conflito.
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, rapidamente se expandiu para países vizinhos, transformando-se em um conflito de caráter regional.
Além das consequências humanitárias, com milhares de mortes e deslocamento de populações, o conflito também afeta diretamente a economia mundial. O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo global, teve seu fluxo comprometido.
Como reflexo, os preços internacionais do petróleo registraram forte alta, ampliando os efeitos econômicos em diversos países.
As negociações em curso são vistas como um possível caminho para reduzir as tensões, embora ainda sem garantias de avanço concreto nas tratativas.