Agronegócio Bastidores
Ausência de lideranças do agro chama atenção em anúncio de obras no Oeste
Presidentes de cooperativas estratégicas para a região não participaram do evento que marcou a autorização das melhorias nas PR-495 e PR-497
10/04/2026 09h16
Por: João Livi
Ausência de lideranças do cooperativismo regional marcou evento que anunciou melhorias nas PR-495 e PR-497. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

A ausência de importantes lideranças do cooperativismo agroindustrial no evento realizado em Santa Helena, na tarde de ontem (09), durante o anúncio das obras de modernização das rodovias PR-495 e PR-497, chamou a atenção e gerou questionamentos nos bastidores políticos e empresariais da região Oeste do Paraná.

Entre os nomes que não estiveram presentes estão o presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineu da Costa Rodrigues, e o presidente da Frimesa, Elias José Zydek, além de outros dirigentes de cooperativas com forte atuação regional.

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As ausências foram justificadas por compromissos previamente assumidos, conforme mencionado por um dos oradores durante a cerimônia. Ainda assim, a não participação de lideranças diretamente impactadas pelas obras despertou diferentes interpretações.

Importância estratégica das rodovias
As PR-495 e PR-497 são consideradas corredores logísticos essenciais para o escoamento da produção agroindustrial do Oeste. Ao longo dessas rodovias estão instaladas unidades industriais, além de centenas de aviários e estruturas de produção suinícola vinculadas a cooperativas como Lar e Frimesa.

O fluxo intenso de caminhões e veículos leves nessas vias reforça a relevância das obras anunciadas, que visam ampliar a capacidade de tráfego, melhorar a segurança e otimizar a logística regional.

Participação do setor empresarial
Outro ponto que reforça a relevância das ausências está no fato de que cooperativas e empresas da região tiveram participação direta na viabilização do anteprojeto técnico que embasou o anúncio das obras.

A iniciativa foi coordenada pela Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), responsável por mobilizar recursos junto à classe empresarial. O investimento para a elaboração do projeto foi de aproximadamente R$ 2 milhões.

Entre os apoiadores, a Lar Cooperativa Agroindustrial figura como uma das principais contribuintes financeiras para a realização dos estudos técnicos que permitiram o avanço do processo.

Interpretações e bastidores
Mesmo com justificativas formais apresentadas, a ausência de representantes de peso do setor agroindustrial abre espaço para diferentes leituras nos bastidores.

Além de compromissos institucionais, fatores de ordem política ou estratégica também passam a ser considerados como possíveis influências na decisão de não participação, ainda que não haja confirmação oficial nesse sentido.

Independentemente das razões, o episódio evidencia a relevância do setor cooperativista nas discussões estruturais da região e reforça o peso político e econômico das entidades que, direta ou indiretamente, contribuíram para que o projeto das rodovias saísse do papel.