O Paraná voltou a ganhar projeção nacional ao conquistar três premiações no 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre os destaques está a participação da pesquisadora e empreendedora Ana Maria da Silva, de Marechal Cândido Rondon, que levou inovação com forte impacto social ao reconhecimento nacional.
Ao todo, o Estado teve seis finalistas entre os 59 selecionados em todo o país, reforçando a consistência do ecossistema de inovação paranaense.
A trajetória de Ana Maria da Silva é marcada pela união entre ciência e propósito. A pesquisadora desenvolveu uma proteína hidrolisada de alta digestibilidade, voltada a pessoas com restrições alimentares, a partir de uma vivência pessoal.
“Essa conquista mostra o que uma mãe pode fazer por sua filha. Ela teve câncer de mama gestacional e consumia sorvete para amenizar a dor, mas não conseguia ingerir outros alimentos. Fomos atrás, enfrentamos desafios e encontramos parceiros que nos ajudaram nesse propósito”, relembra.
A iniciativa evoluiu e hoje conta com um portfólio diversificado de produtos, incluindo sopas, caldos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos com proteína de tilápia.
Durante a premiação, Ana também fez questão de dedicar o reconhecimento a outras mulheres.
“Dedico esse troféu a todas as pesquisadoras que, mesmo sem condições, enfrentam obstáculos e seguem em busca de realizar seus sonhos”, destacou.
Além do reconhecimento individual, o Paraná também foi premiado na categoria Ecossistema de Inovação. Os Sistemas Regionais de Inovação (SRI) do Norte Pioneiro e do Sudoeste do Paraná conquistaram o primeiro lugar em suas respectivas categorias.
Os projetos refletem o trabalho conjunto entre municípios, instituições e empresas, fortalecendo o ambiente de inovação em diferentes regiões do Estado.
“Essas conquistas representam o trabalho realizado em conjunto entre inúmeros parceiros. Demonstram anos de esforços na metodologia dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), criada e estimulada no Paraná desde 2017. O PNI reconhece aqueles que transformam conhecimento em soluções completas, que impactam os pequenos negócios e a sociedade por meio da inovação”, afirma o diretor técnico do Sebrae/PR, César Rissete.
Os resultados são fruto de uma construção baseada na integração entre diferentes atores do território, como universidades, setor público e iniciativa privada.
Para os representantes dos ecossistemas premiados, a cooperação regional é fundamental para gerar escala e ampliar os resultados.
“Por isso, a integração é fundamental. Sozinhos, os pequenos municípios têm mais dificuldade de avançar, mas, quando trabalhamos juntos, ganhamos escala e força”, destacou Leandro de Azevedo Lima, presidente do SRI Norte Pioneiro.
O desempenho também reforça o posicionamento do Estado como referência nacional em inovação. O Paraná foi escolhido para sediar o ELI Summit 2026, um dos principais eventos do setor no país.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o reconhecimento impulsiona novos avanços.
“Que nós possamos estar sempre premiando e estimulando. O que é importante da inovação e da tecnologia é que ela venha para a realidade da prática sustentável e contribua para melhorar a produtividade”, afirmou.