A substância semaglutida, utilizada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, deixa de ter exclusividade de produção no Brasil a partir desta sexta-feira (20). Com o término do prazo de proteção, outras farmacêuticas poderão fabricar e comercializar produtos com o mesmo princípio ativo, desde que obtenham autorização da Anvisa.
A mudança representa uma nova fase para o setor farmacêutico, com possibilidade de entrada de concorrentes e ampliação da oferta do medicamento no país. Atualmente, já existem pedidos de registro em análise, o que indica interesse da indústria em explorar esse mercado.
Apesar da expectativa de maior concorrência, especialistas apontam que os efeitos não serão imediatos. O processo de aprovação regulatória, produção e distribuição pode levar meses até que os novos medicamentos estejam disponíveis nas farmácias. Além disso, a redução de preços dependerá da dinâmica de mercado e da competitividade entre os fabricantes.
Há projeções de redução nos valores, mas não há garantia de que isso ocorrerá de forma significativa. Experiências anteriores com medicamentos semelhantes mostram que a queda pode variar, dependendo da adesão dos concorrentes e das estratégias comerciais adotadas.
Os novos produtos à base de semaglutida não serão considerados genéricos tradicionais, mas sim biossimilares ou medicamentos equivalentes, já que se tratam de compostos biológicos.
Mesmo assim, se aprovados pela Anvisa, devem atender aos critérios de segurança e eficácia exigidos para uso no país.
Especialistas reforçam que qualquer mudança de medicamento deve ser feita com orientação médica. A resposta ao tratamento pode variar entre pacientes, e o acompanhamento profissional é fundamental para garantir eficácia e segurança.
A ampliação da oferta pode, no futuro, influenciar discussões sobre a incorporação desses medicamentos no Sistema Único de Saúde. Atualmente, tratamentos para obesidade com esse tipo de substância ainda não fazem parte da rede pública, principalmente devido ao alto custo.
O fim da exclusividade não se trata de quebra de patente, mas sim do encerramento do período legal de proteção. Com isso, o mercado passa a ser aberto à concorrência, iniciando um novo ciclo para os medicamentos à base de semaglutida no Brasil.