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Paraná reforça alerta contra sarampo e destaca importância da vacinação
Medida ocorre após confirmação do primeiro caso importado no Brasil em 2026, registrado em São Paulo
16/03/2026 15h12
Por: João Livi Fonte: SESA
Paraná reforça alerta sobre vacinação contra sarampo após confirmação de caso importado no Brasil em 2026. (Foto: Sesa)

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), reforçou o alerta para a importância da vacinação contra o sarampo, com o objetivo de evitar a reintrodução da doença no Estado. A orientação ocorre após a confirmação do primeiro caso importado no Brasil em 2026, registrado em São Paulo, envolvendo um bebê de seis meses que havia realizado viagem recente à Bolívia.

O Brasil foi recertificado como país livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em novembro de 2024. Mesmo assim, o aumento de casos nas Américas nos últimos anos preocupa as autoridades sanitárias.

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Somente nos primeiros meses de 2026 foram registrados 1.031 casos confirmados no continente, número 45 vezes maior do que o observado no mesmo período do ano anterior.

Vacinação é principal forma de prevenção

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressaltou que a manutenção de altos índices de vacinação é fundamental para proteger a população.

Segundo ele, o Paraná possui doses disponíveis em todos os municípios e a imunização segue sendo a principal estratégia para evitar casos graves da doença.

“A vacinação continua sendo a melhor estratégia de prevenção. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. Precisamos do apoio de toda a sociedade para garantir que nossas crianças e adultos estejam protegidos”, afirmou.

Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) indicam que o Paraná possui uma das maiores coberturas vacinais do país para a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Em 2025, a cobertura vacinal no Estado foi de 96,91% na primeira dose e 89,72% na segunda dose, aplicadas em crianças de um ano de idade.

Vigilância epidemiológica mantém monitoramento

Apesar da boa cobertura vacinal, a Secretaria de Estado da Saúde mantém o alerta ativo, especialmente devido à proximidade do Paraná com países que registram surtos da doença, como Argentina, Bolívia e Paraguai.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, explicou que o sarampo possui alta capacidade de transmissão e pode ser disseminado antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

Entre os principais sinais da doença estão febre, manchas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.

“É fundamental que os profissionais de saúde identifiquem precocemente casos suspeitos e que a população procure atendimento médico ao perceber os primeiros sintomas. A notificação imediata é essencial para interromper a cadeia de transmissão”, explicou.

Esquema de vacinação

A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o Estado.

O esquema vacinal prevê:

Para quem pretende viajar, a orientação é verificar a situação vacinal pelo menos 30 dias antes do deslocamento, garantindo a imunização em tempo adequado.

A vacina é contraindicada para gestantes, e mulheres em idade fértil devem evitar engravidar por até um mês após a vacinação.

Além da imunização, a Secretaria de Saúde recomenda manter higienização frequente das mãos e ambientes bem ventilados, medidas que ajudam a reduzir a circulação de vírus respiratórios.