A faixa de fronteira do Paraná recebeu novo incremento tecnológico para intensificar o combate ao crime organizado. A ampliação da estrutura operacional da Polícia Federal integra o convênio Áspide Tecnológico, desenvolvido com apoio da Itaipu Binacional e do Itaipu Parquetec, e já apresenta resultados expressivos em menos de dois anos.
Nesta etapa, foram incorporados cinco drones de curta distância e sete kits de infiltração, equipamentos que ampliam a capacidade de vigilância aérea, monitoramento estratégico e permanência prolongada das equipes em áreas de difícil acesso.
Desde dezembro de 2023 até outubro de 2025, o programa viabilizou mais de 250 operações, resultando em prejuízo estimado de aproximadamente R$ 140 milhões às organizações criminosas.
Os drones proporcionam visão aérea estratégica e permitem cobertura mais ampla em menor tempo. Já os kits de infiltração oferecem infraestrutura para atuação contínua em campo, incluindo barracas, mesas, cadeiras, estação de energia e telas para acompanhamento em tempo real dos voos.
De acordo com o superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, Rivaldo Venâncio, "um trabalho que a gente poderia fazer talvez em 12 horas, 14 horas, com o uso de uma ferramenta como os drones podemos fazer em um menor tempo e alcançar uma abrangência muito maior na nossa vigilância".
O reforço tecnológico eleva a precisão das operações e otimiza o uso do efetivo em regiões de mata, áreas remotas e pontos estratégicos da fronteira.
As ações apoiadas pelo convênio contribuíram para a apreensão de quase 80 toneladas de drogas e 7 milhões de maços de cigarros. Também foram retirados de circulação 31.650 cigarros eletrônicos, 15 armas de fogo e desativada uma fábrica clandestina de cigarros no município de Ourinhos (SP).
Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, "a entrega desses equipamentos não é um fato isolado, mas faz parte de um projeto muito maior de parceria entre a Polícia Federal e a Itaipu que já ocorre há anos. O Áspide está exatamente dentro desse cenário, nós fortalecemos o trabalho que eles desenvolvem para a segurança das fronteiras e para a segurança do próprio país".
Até o momento, foram aplicados R$ 4 milhões dos quase R$ 23 milhões previstos para o programa até dezembro de 2028. Os equipamentos estão instalados em Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Guaíra e Curitiba, no Paraná, além de Naviraí, no Mato Grosso do Sul.
A agenda institucional incluiu visita ao Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental da Fronteira - Cisppa, instalado no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu.
O centro funciona como hub de integração de dados estratégicos, conectando bases estaduais e federais e oferecendo apoio informacional contínuo a órgãos como Polícia Federal, Polícias Civis e Militares, Guardas Municipais e Ministério da Agricultura.
O coordenador-geral de Fronteiras da Polícia Federal, Caio Rodrigo Pellim, afirmou que "essa parceria da PF com o Itaipu é fundamental para nos capacitar a criar estrutura de inteligência, principalmente de equipamentos, para poder combater crimes transnacionais que repercutem no Brasil inteiro".
O Cisppa também presta suporte a operações como Escola Segura, Átria, Hórus, Ágata, Vigifronteira e Guardiões da Fronteira, além de incorporar a proteção ambiental e territorial no escopo de atuação.
No conjunto, os investimentos da Itaipu na segurança pública regional somam cerca de R$ 205 milhões destinados a equipamentos, serviços, pesquisas e ações de inteligência.