O Governo do Paraná e a MBRF anunciaram, nesta terça-feira (24), um investimento de R$ 375 milhões voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva de aves e suínos no Estado. O aporte é o maior já realizado dentro do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná).
O objetivo é ampliar a base de produtores integrados, impulsionar a produção de alimentos e reforçar a competitividade do agronegócio paranaense.
Do total anunciado, R$ 300 milhões serão aportados pela MBRF - empresa resultante da fusão entre Marfrig e BRF - e R$ 75 milhões contarão com subsídio do Governo do Estado.
O FIDC Agro Paraná foi criado pelo Governo do Estado e lançado na B3, em São Paulo, em abril de 2025, com meta de alavancar até R$ 2 bilhões para financiar projetos estruturantes no campo.
O fundo é estruturado pela Fomento Paraná e combina recursos públicos e privados para viabilizar crédito com condições mais acessíveis ao setor produtivo.
Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a iniciativa fortalece a posição estratégica do Estado.
“É o terceiro FIDC em funcionamento. Esse sistema ajuda a alavancar novos investimentos no agronegócio, potencializa o nosso PIB e fortalece a posição do Estado como supermercado do mundo”, afirmou.
A alocação prevê:
70% dos recursos para integração nas cadeias de aves e suínos
30% para projetos estratégicos nas unidades produtivas da companhia
A proposta é modernizar estruturas, ampliar eficiência, incorporar novas tecnologias e aumentar a produtividade no campo.
O CEO da MBRF, Miguel Gularte, destacou o impacto regional.
“Ao fortalecer a integração e a infraestrutura produtiva, valorizamos os produtores e criamos bases para o crescimento sustentável”, afirmou.
O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, ressaltou que o modelo permite financiamento com juros mais competitivos.
“É uma solução alternativa criada para impulsionar o desenvolvimento da agroindústria paranaense, que vinha sendo limitada pelas altas taxas de juros”, disse.
Antes da operação com a MBRF, o Governo do Estado formalizou parcerias com:
C.Vale/Sicredi (R$ 261 milhões)
Seara (R$ 300 milhões)
No primeiro fundo, foram financiadas construções de aviários, tanques de piscicultura e matrizeiros. Já no acordo com a Seara, parte dos recursos integra o programa Rota do Progresso, com foco no Vale do Ribeira.
O FIDC opera como uma plataforma financeira em que cooperativas e empresas criam fundos vinculados para oferecer crédito facilitado a produtores integrados e cooperados.
O modelo permite financiamento para:
Construção de aviários
Estruturas de armazenagem
Sistemas de irrigação
Máquinas e equipamentos
Transporte e modernização produtiva
Trata-se de um fundo coletivo, no qual diferentes investidores aplicam recursos e recebem rendimentos proporcionais, enquanto produtores acessam crédito com juros mais baixos e menos burocracia.