Agronegócio Proteína no prato
Consumo em alta reposiciona carne suína no cardápio das famílias brasileiras
Projeção de crescimento em 2026 confirma mudança de hábito e maior presença da proteína nas refeições semanais
24/02/2026 08h50
Por: João Livi Fonte: Assessoria
Consumo de carne suína cresce e deve alcançar quase 20 kg por habitante em 2026. (Foto: Freepik)

A carne suína vem ganhando espaço consistente no prato do brasileiro. A projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indica crescimento aproximado de 2,5% no consumo per capita em 2026, com estimativa próxima de 19,5 quilos por habitante ao ano.

O avanço reforça uma tendência de mudança nos hábitos alimentares e consolida a proteína como alternativa competitiva no dia a dia das famílias, impulsionada pelo custo-benefício, diversidade de cortes e maior oferta de produtos adaptados ao consumo doméstico.

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Crescimento consistente  

Dados históricos da ABPA mostram que o consumo per capita de carne suína no Brasil estava próximo de 14 quilos por habitante em 2010. Desde então, houve avanço gradual e contínuo.

Considerando a série histórica, o crescimento acumulado chega a cerca de 35% em 15 anos, movimento que reflete não apenas fatores econômicos, mas também a modernização da indústria e a diversificação do portfólio disponível no varejo.

O novo consumidor

Para o setor produtivo, o crescimento do consumo está diretamente ligado à adaptação da indústria às novas demandas do mercado.

“A carne suína passou a ocupar um espaço mais frequente nas refeições. O consumidor busca praticidade e variedade, e a indústria respondeu com cortes porcionados, linhas fatiadas e produtos voltados ao dia a dia”, afirma Weber Vaz de Melo, diretor geral de operações da Suinco.

A cooperativa, sediada em Patos de Minas (MG), encerrou 2025 com cerca de 55 mil toneladas produzidas, sendo aproximadamente 95% destinadas ao mercado interno.

Protagonismo

Produtos como presuntaria, linguiças e mortadelas já representam a maior parte do volume da empresa. O avanço é resultado de investimentos recentes em automação e modernização industrial.

A ampliação de cortes porcionados e itens de preparo rápido atende à rotina de consumo urbano, em que praticidade e versatilidade são decisivas na escolha do alimento.

Mudança cultural 

Especialistas avaliam que o reposicionamento da carne suína também está ligado à quebra de antigos estigmas e à valorização de informações sobre qualidade, inspeção sanitária e versatilidade culinária.

Hoje, a proteína é incorporada em diferentes momentos de consumo - do almoço tradicional às refeições rápidas e preparações gourmet.

Com a projeção de crescimento para 2026, o setor reforça que a tendência é de consolidação da carne suína como item recorrente no cardápio das famílias brasileiras.