A carne suína vem ganhando espaço consistente no prato do brasileiro. A projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indica crescimento aproximado de 2,5% no consumo per capita em 2026, com estimativa próxima de 19,5 quilos por habitante ao ano.
O avanço reforça uma tendência de mudança nos hábitos alimentares e consolida a proteína como alternativa competitiva no dia a dia das famílias, impulsionada pelo custo-benefício, diversidade de cortes e maior oferta de produtos adaptados ao consumo doméstico.
Dados históricos da ABPA mostram que o consumo per capita de carne suína no Brasil estava próximo de 14 quilos por habitante em 2010. Desde então, houve avanço gradual e contínuo.
Considerando a série histórica, o crescimento acumulado chega a cerca de 35% em 15 anos, movimento que reflete não apenas fatores econômicos, mas também a modernização da indústria e a diversificação do portfólio disponível no varejo.
Para o setor produtivo, o crescimento do consumo está diretamente ligado à adaptação da indústria às novas demandas do mercado.
“A carne suína passou a ocupar um espaço mais frequente nas refeições. O consumidor busca praticidade e variedade, e a indústria respondeu com cortes porcionados, linhas fatiadas e produtos voltados ao dia a dia”, afirma Weber Vaz de Melo, diretor geral de operações da Suinco.
A cooperativa, sediada em Patos de Minas (MG), encerrou 2025 com cerca de 55 mil toneladas produzidas, sendo aproximadamente 95% destinadas ao mercado interno.
Produtos como presuntaria, linguiças e mortadelas já representam a maior parte do volume da empresa. O avanço é resultado de investimentos recentes em automação e modernização industrial.
A ampliação de cortes porcionados e itens de preparo rápido atende à rotina de consumo urbano, em que praticidade e versatilidade são decisivas na escolha do alimento.
Especialistas avaliam que o reposicionamento da carne suína também está ligado à quebra de antigos estigmas e à valorização de informações sobre qualidade, inspeção sanitária e versatilidade culinária.
Hoje, a proteína é incorporada em diferentes momentos de consumo - do almoço tradicional às refeições rápidas e preparações gourmet.
Com a projeção de crescimento para 2026, o setor reforça que a tendência é de consolidação da carne suína como item recorrente no cardápio das famílias brasileiras.