Mundo Liderança mundial
Rondonense alcança um dos cargos mais altos do Rotary International
César Luis Scherer, do Rotary Club Marechal Cândido Rondon Beira-Lago, é diretor do Rotary International e será tesoureiro mundial da instituição em 2026-2027
11/02/2026 11h14 Atualizada há 9 horas
Por: João Livi
Cesar Luiz Scherer em entrevista à Revista Especiais.

Marechal Cândido Rondon vive um momento histórico dentro da família rotária. O rotariano César Luis Scherer, integrante do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon Beira-Lago, ocupa atualmente o cargo de diretor do Rotary International - representando o Brasil e outros sete países da América do Sul - e foi convidado para assumir, no ano rotário 2026-2027, a função de tesoureiro mundial da organização.

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A entrevista exclusiva concedida à Revista Especiais revela não apenas a dimensão do cargo, mas também a trajetória construída com base em dedicação, trabalho coletivo e espírito de serviço.

De Marechal Rondon ao cenário mundial

César ingressou no Rotary em 1993, movido por um propósito claro: transformar inquietação em ação.

“Alguém tem que fazer alguma coisa”, recorda. “Mas, na verdade, nós é que temos que fazer”.

Desde então, sua caminhada foi marcada por envolvimento constante. Foi presidente do clube Beira-Lago, assumiu funções distritais, tornou-se governador do Distrito 4640 (gestão 2009-2010) e liderou um dos maiores crescimentos associativos do Brasil.

Hoje, o Distrito 4640 - que abrange o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Paraná - é o maior do Hemisfério Sul em número de associados, resultado de um trabalho coletivo iniciado naquela gestão e mantido pelos governadores seguintes.

Diretor internacional: representando oito países

O mundo rotário é dividido em 34 zonas. Cada duas zonas elegem um diretor para compor o board mundial. César representa Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Equador.

A diretoria do Rotary International é composta por 17 diretores, além do presidente e do presidente eleito, formando o núcleo estratégico da instituição presente em mais de 200 países.

Entre as atribuições estão:

Tesoureiro mundial: responsabilidade global

O convite para assumir a tesouraria mundial partiu do presidente eleito do Rotary para 2026-2027. A função é uma das mais relevantes da estrutura internacional.

O tesoureiro coordena, junto ao presidente e à diretoria, a administração de um orçamento global de grandes proporções, seguindo rigorosos critérios técnicos, auditorias e políticas já estabelecidas.

“Não é fazer o que quer. Existem diretrizes claras. O trabalho é garantir equilíbrio financeiro, planejamento responsável e sustentabilidade da instituição”, explica César.

Além disso, ele integra comitês estratégicos como Finanças, Auditoria e Executivo — o principal comitê da organização.

Uma trajetória construída por convites aceitos

Questionado sobre como um rondonense chega a um dos cargos mais altos do Rotary mundial, César responde com simplicidade:

“Eu fui aceitando os convites”.

Para ele, não há fórmula extraordinária. O caminho foi construído com:

“Você ganha um carrinho de oportunidades ao entrar no Rotary. Se vai sair com ele vazio ou cheio, depende de você”.

Família como base

Durante a entrevista, um momento emocionou: ao falar da esposa, Sônia, companheira constante em viagens e projetos.

Reconhecida em todo o Brasil rotário, Sônia é parte fundamental da caminhada. “Ela sempre esteve ao meu lado, apoiando, incentivando e vivendo o Rotary comigo”, afirmou.

Presidente do Rotary International?

Embora o Brasil já tenha tido presidentes mundiais - como Paulo Viriato, Ernesto Imbassahy de Mello e Mário César Martins de Camargo (eleito, mas impedido por questões de saúde) - César afirma não buscar essa posição.

“Pode acontecer. Mas não é uma pretensão. Estou focado em fazer bem o trabalho que me foi confiado”.

Para ser presidente mundial, é necessário já ter sido diretor internacional - requisito que César cumpre atualmente.

Serviço acima de tudo

Mais do que cargos, César reforça o propósito central do Rotary:

Não é assistencialismo.
É transformação.

“Não é dar o peixe. É ensinar a pescar”.

Os projetos podem estar em Marechal Rondon, na Ucrânia, na Índia ou em qualquer parte do mundo. O impacto é global, mas nasce da ação local.

Para assistir

A entrevista completa com César Luis Scherer está disponível no: