Marechal Cândido Rondon vive um momento histórico dentro da família rotária. O rotariano César Luis Scherer, integrante do Rotary Club de Marechal Cândido Rondon Beira-Lago, ocupa atualmente o cargo de diretor do Rotary International - representando o Brasil e outros sete países da América do Sul - e foi convidado para assumir, no ano rotário 2026-2027, a função de tesoureiro mundial da organização.
A entrevista exclusiva concedida à Revista Especiais revela não apenas a dimensão do cargo, mas também a trajetória construída com base em dedicação, trabalho coletivo e espírito de serviço.
César ingressou no Rotary em 1993, movido por um propósito claro: transformar inquietação em ação.
“Alguém tem que fazer alguma coisa”, recorda. “Mas, na verdade, nós é que temos que fazer”.
Desde então, sua caminhada foi marcada por envolvimento constante. Foi presidente do clube Beira-Lago, assumiu funções distritais, tornou-se governador do Distrito 4640 (gestão 2009-2010) e liderou um dos maiores crescimentos associativos do Brasil.
Hoje, o Distrito 4640 - que abrange o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Paraná - é o maior do Hemisfério Sul em número de associados, resultado de um trabalho coletivo iniciado naquela gestão e mantido pelos governadores seguintes.
O mundo rotário é dividido em 34 zonas. Cada duas zonas elegem um diretor para compor o board mundial. César representa Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Equador.
A diretoria do Rotary International é composta por 17 diretores, além do presidente e do presidente eleito, formando o núcleo estratégico da instituição presente em mais de 200 países.
Entre as atribuições estão:
Participação em reuniões internacionais;
Definição de políticas globais;
Aprovação de diretrizes financeiras;
Planejamento estratégico da organização.
O convite para assumir a tesouraria mundial partiu do presidente eleito do Rotary para 2026-2027. A função é uma das mais relevantes da estrutura internacional.
O tesoureiro coordena, junto ao presidente e à diretoria, a administração de um orçamento global de grandes proporções, seguindo rigorosos critérios técnicos, auditorias e políticas já estabelecidas.
“Não é fazer o que quer. Existem diretrizes claras. O trabalho é garantir equilíbrio financeiro, planejamento responsável e sustentabilidade da instituição”, explica César.
Além disso, ele integra comitês estratégicos como Finanças, Auditoria e Executivo — o principal comitê da organização.
Questionado sobre como um rondonense chega a um dos cargos mais altos do Rotary mundial, César responde com simplicidade:
“Eu fui aceitando os convites”.
Para ele, não há fórmula extraordinária. O caminho foi construído com:
Trabalho em equipe
Compromisso com resultados
Crescimento associativo
Disposição para servir
“Você ganha um carrinho de oportunidades ao entrar no Rotary. Se vai sair com ele vazio ou cheio, depende de você”.
Durante a entrevista, um momento emocionou: ao falar da esposa, Sônia, companheira constante em viagens e projetos.
Reconhecida em todo o Brasil rotário, Sônia é parte fundamental da caminhada. “Ela sempre esteve ao meu lado, apoiando, incentivando e vivendo o Rotary comigo”, afirmou.
Embora o Brasil já tenha tido presidentes mundiais - como Paulo Viriato, Ernesto Imbassahy de Mello e Mário César Martins de Camargo (eleito, mas impedido por questões de saúde) - César afirma não buscar essa posição.
“Pode acontecer. Mas não é uma pretensão. Estou focado em fazer bem o trabalho que me foi confiado”.
Para ser presidente mundial, é necessário já ter sido diretor internacional - requisito que César cumpre atualmente.
Mais do que cargos, César reforça o propósito central do Rotary:
Não é assistencialismo.
É transformação.
“Não é dar o peixe. É ensinar a pescar”.
Os projetos podem estar em Marechal Rondon, na Ucrânia, na Índia ou em qualquer parte do mundo. O impacto é global, mas nasce da ação local.
A entrevista completa com César Luis Scherer está disponível no:
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