O mercado financeiro brasileiro viveu mais um dia histórico nesta quinta-feira (22). O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, renovou recorde e encerrou o pregão aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%, consolidando o terceiro recorde consecutivo. No melhor momento do dia, por volta das 12h39, o índice chegou a avançar 3,27%, aproximando-se dos 178 mil pontos.
O movimento foi puxado principalmente pelas ações do setor bancário, que possuem peso relevante na composição do índice, e refletiu a realocação global de recursos para mercados emergentes, em especial o Brasil. O volume financeiro negociado também chamou atenção, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões registrada em 2026.
Dados da B3 confirmam o protagonismo do investidor estrangeiro nesse movimento. Somente em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em aproximadamente R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta-feira, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.
No mercado de câmbio, o cenário também foi de otimismo. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,284, com queda de 0,67%. Após operar com relativa estabilidade pela manhã, a moeda norte-americana intensificou a trajetória de baixa à tarde, fechando próxima das mínimas do dia.
Esse é o menor valor do dólar desde 11 de novembro, quando a cotação estava em R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula recuo de 3,73% frente ao real.
O desempenho positivo foi sustentado, sobretudo, pelo ambiente internacional mais favorável. As bolsas globais reagiram bem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de novas tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia.
Em Wall Street, o índice S&P 500 fechou em alta de 0,55%, reforçando o clima de maior apetite por risco nos mercados globais e beneficiando ativos de países emergentes como o Brasil.