O agronegócio manteve, em 2025, a posição de principal motor das operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná. Ao longo do ano, a instituição contratou R$ 1,26 bilhão para o setor, distribuídos em 3.621 operações, desempenho alinhado ao de 2024. No recorte do ano-safra, o avanço foi ainda mais evidente: R$ 850 milhões foram contratados apenas no segundo semestre, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
É nesse contexto de forte atuação no campo que o BRDE prepara uma participação reforçada no Show Rural Coopavel 2026, que acontece entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel. A feira será palco de atendimento técnico, relacionamento institucional e uma agenda voltada à inovação, sustentabilidade e financiamento do agro.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, os números refletem o papel do banco como financiador de longo prazo de um setor estratégico para a economia paranaense. “O agro exige planejamento, previsibilidade e crédito em condições adequadas. Nosso papel é viabilizar investimentos que se traduzem em produtividade, renda e agregação de valor, fortalecendo cadeias que movem a economia real do Estado”, afirma.
O detalhamento das contratações mostra o alcance das principais linhas operadas pelo banco em 2025. O Pronaf liderou em volume e número de contratos, com R$ 422,9 milhões aplicados em 3.259 operações, focadas sobretudo na agricultura familiar, melhoria da estrutura produtiva e aquisição de equipamentos.
Na sequência, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) respondeu por R$ 277,6 milhões em 25 operações, reforçando um tema sensível ao agro paranaense: armazenagem e redução de perdas. Já o Prodecoop, voltado ao cooperativismo, somou R$ 178,1 milhões em 38 contratos, apoiando projetos de modernização e ampliação de cooperativas agroindustriais.
Linhas associadas à modernização tecnológica e sustentabilidade também tiveram peso relevante, como o Inovagro, com R$ 96,5 milhões, e o RenovAgro, com R$ 40,4 milhões, sinalizando a convergência entre produtividade e práticas ambientais responsáveis.
Outro destaque foi o Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, com apoio do BRDE. Em 2025, foram R$ 133 milhões destinados a 985 projetos, o equivalente a mais de 27% das operações do banco no meio rural. Desde a criação do programa, em 2021, o volume acumulado no Paraná já chega a R$ 414 milhões, distribuídos em 2.927 projetos.
Segundo o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, o desempenho reflete uma estratégia de crescimento com base técnica. “É possível expandir mantendo segurança e responsabilidade. Os recursos têm sido direcionados a projetos economicamente consistentes, com atenção ao impacto regional e à sustentabilidade no longo prazo”, ressalta.
No Show Rural Coopavel 2026, o estande do BRDE contará com programação especial. Além do atendimento a produtores, empresários e cooperativas, haverá mesa de podcast, palestras técnicas, assinaturas de convênios e contratos e a entrega de certificados a entidades da região Oeste apoiadas por mecanismos de incentivo fiscal.
O superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, destaca que a feira é uma vitrine estratégica. “O agro é um eixo histórico de atuação do banco. Estar no Show Rural é fortalecer a proximidade com quem produz e com quem lidera as transformações do setor, apresentando soluções financeiras alinhadas às necessidades do campo e da agroindústria”, afirma.
Entre as ações previstas, o banco também prepara o lançamento da próxima etapa do BRDE Labs, iniciativa voltada à inovação e à conexão com ecossistemas empreendedores, além de encontros institucionais com clientes para troca de experiências sobre investimento e novos ciclos de crescimento.
A presença na feira também integra as comemorações dos 65 anos do BRDE, que serão celebrados em 2026. Ao longo de mais de seis décadas, a instituição acompanhou a modernização do agronegócio, a industrialização e a expansão da infraestrutura no Sul do país, direcionando, mais recentemente, sua atuação à inovação, sustentabilidade e inclusão social, sem perder o foco no desenvolvimento regional equilibrado e duradouro.