A Copel e o Sistema Ocepar alinharam estratégias para atender ao crescimento da demanda por energia elétrica das cooperativas paranaenses, especialmente do setor agroindustrial. A articulação ocorreu durante reunião na sede da Ocepar, com a presença do presidente da Copel, Daniel Slaviero, e do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
Entre as iniciativas destacadas está a conexão à nova rede trifásica, que já soma 25 mil quilômetros instalados em todas as regiões do Paraná, ampliando a capacidade de atendimento a propriedades rurais e agroindústrias. O acesso conta com incentivo da Copel e suporte do Governo do Estado, com cobertura da taxa de juros do valor financiado para a instalação.
A região Oeste do Paraná ganha relevância especial dentro desse planejamento. O encontro regional da Ocepar previsto para o mês de março em Medianeira terá como anfitriã a Cooperativa Lar, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Estado e grande consumidora de energia elétrica.
O Oeste concentra cooperativas ligadas às cadeias de grãos, carnes, leite e industrialização de produtos de origem vegetal, segmentos que demandam fornecimento energético robusto, contínuo e de qualidade. Segundo dados apresentados, cooperativas da cadeia de carne e leite respondem por 49% do consumo energético do setor, enquanto a industrialização vegetal representa 33%.
Para Daniel Slaviero, conhecer antecipadamente os planos de expansão regional é essencial. “É fundamental sabermos em que regiões as cooperativas irão crescer para poder apoiar com infraestrutura adequada”, destacou.
O presidente do Sistema Ocepar reforçou a importância do diálogo técnico com a Copel, defendendo ações conjuntas e análise caso a caso das demandas regionais. O cooperativismo paranaense reúne 255 cooperativas, com faturamento anual superior a R$ 200 bilhões, e tem como meta alcançar R$ 500 bilhões até 2030.
Durante a reunião, o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu, apresentou os investimentos realizados em 2025, incluindo 19 novas subestações, 95 ampliações e 500 quilômetros de linhas de alta tensão, além do plano de R$ 13,5 bilhões para os próximos cinco anos.
O planejamento prevê 50 novas subestações, ampliações, retrofits e mais de 1,2 mil quilômetros de linhas de alta tensão, com foco em atender o crescimento econômico do Estado, enfrentar eventos climáticos severos e garantir qualidade no fornecimento de energia - pontos estratégicos para o desenvolvimento das cooperativas do Oeste e de todo o Paraná.