Em uma cidade com mais de 8 mil empresas ativas, entre MEIs, pequenas, médias e grandes organizações, a contabilidade desempenha um papel decisivo para que a economia funcione com segurança, organização e competitividade. Em Marechal Cândido Rondon, essa força ganha ainda mais relevância por meio do Núcleo de Contabilidade da Acimacar, coordenado por Gilcemar Sousa de Oliveira, que destaca a importância das conexões profissionais para o crescimento sustentável dos negócios locais.
Para Gilcemar, o simples fato de uma empresa estar instalada e domiciliada no município já representa um impacto profundo. “As empresas geram empregos, renda, tributos e movimentam toda a economia. Além disso, contribuem para que Marechal seja cada vez mais reconhecida na microrregião, no Paraná e até nacionalmente. Algumas empresas daqui já expandiram para outros estados e até para fora do país”, destaca.
Os escritórios de contabilidade acompanham de perto esse movimento econômico. Embora os MEIs nem sempre necessitem de atendimento contínuo, a grande maioria das empresas locais é atendida por escritórios do próprio município, fortalecendo uma cadeia de serviços altamente qualificada. Atualmente, cerca de 30 empresas contábeis fazem parte do Núcleo, com participação ativa nas reuniões e nas discussões técnicas.
Segundo Gilcemar, a principal missão do Núcleo é “buscar atualização constante para prestar o melhor atendimento possível aos clientes”.
E poucos temas exigem tanta preparação quanto a Reforma Tributária, que entrará em fase de transição já no próximo ano, estendendo-se até 2032.
“Será um longo período trabalhando com dois regimes paralelos. Isso causa preocupação tanto para os empresários quanto para nós, profissionais da contabilidade. Mas a classe está unida, buscando conhecimento e promovendo eventos para que todos atravessem esse momento com segurança”, explica.
Em 2024, o Núcleo promoveu uma imersão completa sobre a Reforma Tributária, com o especialista Nicolas Duarte Rosa, evento que foi amplamente aprovado pelos participantes. Para 2025, a proposta é ainda mais robusta: realizar duas novas imersões, uma no primeiro semestre e outra no segundo, preparando empresas e escritórios para as mudanças que passarão a valer a partir de 2027.
A incerteza natural do novo modelo tem gerado dúvidas na classe empresarial. Gilcemar destaca que o papel da contabilidade é orientar e tranquilizar.
“A reforma traz nomenclaturas novas e algumas unificações, mas muita coisa já existe na prática. Haverá aumento na carga tributária em alguns casos, porém o governo promete compensar parte disso com a possibilidade de tomada de créditos pelos insumos, algo que hoje é restrito às empresas do lucro real”.
A novidade exigirá mais gestão e profissionalização das empresas - e o papel do contador será ainda mais estratégico.
“Será fundamental criar regras internas, regimentos e boas práticas, mesmo em empresas familiares. A eficiência dependerá diretamente da gestão”.
Reconhecido como um dos núcleos mais atuantes da Acimacar, o Núcleo de Contabilidade mantém um nível elevado de engajamento e cooperação.
“Somos concorrentes no mercado, mas dentro do núcleo somos parceiros. Cada escritório busca o seu espaço, com ética e respeito, mas entendemos que quem escolhe o contador é o cliente. Por isso, na Acimacar nos reunimos para somar, trocar experiências e encontrar soluções coletivas”, afirma Gilcemar.
Essa união é reforçada pela forte parceria com o poder público municipal, especialmente nas áreas de fiscalização, tributação e regularização.
“Temos uma relação de muita sintonia. O órgão público tem limitações legais, mas sempre demonstra disposição em entender as dores dos contribuintes e encontrar soluções dentro da legislação. Essa conexão é fundamental para a prosperidade das empresas e, consequentemente, do município”.
Como contador e associado, Gilcemar vê a Acimacar como uma entidade essencial para o ecossistema empresarial.
“A associação é reconhecida nacionalmente como uma das maiores per capita do Brasil. Sua atuação é extremamente significativa. Treinamentos, palestras gratuitas ou com custo acessível, capacitações e eventos fortalecem empresas de todos os portes. Isso é associativismo de verdade: todos têm direito de crescer e se manter grandes”.
Ele destaca a importância das cooperativas e grandes empresas parceiras, que ajudam a viabilizar ações e eventos que elevam o nível do empreendedorismo local.
“Essa conexão entre setores é o que permite que Marechal continue sendo referência em organização e desenvolvimento”.
Ao final, Gilcemar faz questão de agradecer à Acimacar e às empresas de comunicação que divulgam o trabalho do Núcleo. “É importante ter parceiros que ajudam a levar conhecimento à classe empresarial. Essa união faz a diferença”.