O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) encerrou 2025 com um desempenho expressivo na ampliação do crédito voltado a pequenos negócios e produtores rurais, segmentos estratégicos para a geração de emprego, renda e dinamização da economia regional. Os dados consolidados entre janeiro e outubro apontam crescimento consistente tanto em volume financeiro quanto no número de operações contratadas.
No atendimento às pequenas empresas, o valor financiado avançou de R$ 532 milhões em 2024 para R$ 622 milhões em 2025, um aumento de 17%. Já o crédito destinado a produtores rurais apresentou expansão ainda mais robusta, saltando de R$ 1,01 bilhão para R$ 1,46 bilhão no mesmo período, crescimento de 44%.
Além do aumento nos valores contratados, o BRDE também ampliou significativamente sua base de clientes. Entre as pequenas empresas, o número de operações quase dobrou, passando de 1.047 para 1.934 contratos, o que demonstra maior capilaridade do banco junto a negócios de menor porte, tradicionalmente mais sensíveis aos ciclos econômicos.
No Paraná, esse movimento é reforçado pela atuação da Fomento Paraná, que opera como importante canal de acesso ao crédito para micro e pequenas empresas, complementando a estratégia do BRDE no Estado.
Os números também evidenciam a relevância do Paraná na carteira do BRDE. Em novembro, o banco alcançou R$ 24,18 bilhões em carteira de crédito consolidada, dos quais R$ 8,39 bilhões correspondem às operações paranaenses. As contratações no Estado somaram R$ 1,32 bilhão até outubro, desempenho semelhante ao registrado no ano anterior, sinalizando estabilidade da demanda e continuidade dos investimentos produtivos.
No agronegócio, setor que concentra uma das bases mais sólidas da atuação do banco, o crescimento foi acompanhado pela ampliação do número de beneficiários. Em 2025, os financiamentos a produtores rurais atenderam 10.652 clientes, contra 8.033 no período anterior.
A carteira setorial da agropecuária também avançou, passando de R$ 1,288 bilhão para R$ 1,562 bilhão entre janeiro e outubro. O resultado consolida o campo como um dos principais vetores de demanda por crédito de longo prazo, especialmente para modernização produtiva e adoção de tecnologias mais sustentáveis.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, os números refletem mudanças estruturais no perfil da demanda regional. Segundo ele, o crescimento do crédito às pequenas empresas indica diversificação do ecossistema produtivo, ao mesmo tempo em que impõe ao banco o desafio de ampliar instrumentos voltados à produtividade e à inovação, mantendo equilíbrio financeiro e aderência às realidades locais.
Já o diretor-administrativo, Heraldo Neves, avalia que a expansão está diretamente ligada ao aperfeiçoamento dos processos internos da instituição. O mapeamento mais detalhado das cadeias produtivas permitiu calibrar produtos financeiros com maior precisão e ampliar a capacidade de atendimento nos três estados do Sul.
O desempenho de 2025 também está associado à diversidade de linhas oferecidas pelo banco. Programas como Meu Microcrédito e Meu Negócio atendem microempreendedores, profissionais autônomos e pequenas empresas em fase de expansão, enquanto o Crédito Simples BRDE garante agilidade para demandas imediatas de capital de giro.
Outras iniciativas, como Mais Turismo e Jovem Empreendedor, estimulam setores específicos e novos negócios. No meio rural, linhas como o Meu Agro viabilizam investimentos em irrigação, aquisição de máquinas, geração de energia renovável, biomassa, biogás, pecuária, piscicultura e turismo rural, com condições diferenciadas que favorecem a competitividade e a sustentabilidade.