O Paraná confirmou sua força econômica no cenário nacional ao emplacar oito cidades entre as 100 maiores economias do Brasil, o melhor desempenho da Região Sul nesse recorte. Os dados fazem parte do estudo PIB dos Municípios 2022–2023, divulgado nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Integram a lista paranaense Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. O resultado supera Santa Catarina, com cinco municípios, e o Rio Grande do Sul, com três. No mesmo período, o Paraná se consolidou como a quarta maior economia do País.
A capital paranaense aparece entre os dez maiores PIBs municipais do Brasil, ocupando a sétima posição, com R$ 120 bilhões em 2023, o equivalente a 1,1% da economia nacional. Considerando a região conurbada de Curitiba, o Produto Interno Bruto chega a R$ 232 bilhões, representando 2,1% do PIB do Brasil, também na sétima colocação nacional.
O levantamento do IBGE mostra que o crescimento econômico paranaense foi amplamente distribuído. 353 municípios registraram aumento do PIB entre 2022 e 2023, com destaque para cidades do Interior. Janiópolis liderou o ranking, com crescimento de 60,9%, seguida por Porto Amazonas (60,7%), Iporã (58%), Farol (57,3%) e Mariluz (56,9%). Ao todo, 13 municípios cresceram acima de 40% e outros 30 tiveram expansão superior a 30%.
Esse movimento refletiu diretamente na redução da desigualdade econômica entre os municípios. O Índice de Gini do PIB municipal do Paraná caiu para 0,762 em 2023, ante 0,784 em 2019, indicando menor concentração de riqueza territorial. No mesmo intervalo, a participação das dez maiores economias no PIB estadual recuou de 52,7% para 49,3%, ampliando o peso relativo das cidades menores.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os números comprovam que o crescimento do Estado ocorre de forma integrada. “A desconcentração econômica é uma prioridade nas políticas públicas, com programas que levam infraestrutura, habitação e oportunidades produtivas aos municípios do Interior”, afirmou, citando iniciativas como Asfalto Novo, Vida Nova, Rota do Progresso e Casa Fácil Paraná.
Na avaliação do secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, a distribuição territorial das grandes economias potencializa o desenvolvimento regional. “Universidades, indústrias descentralizadas e a força do campo criam um ambiente favorável ao crescimento conjunto, aproximando o Paraná de um Valor Bruto de Produção agropecuária de R$ 200 bilhões em apenas um ano”, destacou.
O desempenho reforça a posição do Paraná como um dos estados mais dinâmicos do Brasil, com crescimento sustentado, diversificação econômica e menor concentração de renda entre seus municípios.