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Moto com rodas esféricas revoluciona a mobilidade
Criador substitui rodas tradicionais por globos omnidirecionais e desafia os conceitos da engenharia
22/02/2025 09h20 Atualizada há 1 mês
Por: João Livi

A ideia de uma motocicleta capaz de se movimentar em qualquer direção parece coisa de ficção científica, mas o ex-designer de brinquedos e YouTuber James Bruton transformou esse conceito em realidade. Sua criação inovadora elimina as tradicionais rodas e as substitui por globos omnidirecionais, permitindo um deslocamento completamente inusitado.

Como funciona essa tecnologia?

Diferente das motos convencionais, o projeto de Bruton utiliza grandes esferas em vez de rodas. Cada uma dessas esferas é movimentada por três rodas menores, estrategicamente posicionadas para permitir deslocamentos para frente, para trás e até mesmo para os lados. Esse sistema, aliado a motores elétricos e um avançado controle de balanceamento, garante estabilidade e precisão ao veículo.

A motocicleta é equipada com cinco motores elétricos e seis baterias, que fornecem energia suficiente para impulsionar o veículo. Além disso, um painel eletrônico com display de LED exibe informações essenciais, como ângulo de inclinação e comandos de ativação.

Desafios e obstáculos do projeto

Criar um veículo funcional com essa tecnologia exigiu soluções inovadoras. Um dos maiores desafios foi garantir o equilíbrio do conjunto, já que os globos não são fixos ao chassi e podem comprometer a estabilidade. Para contornar esse problema, Bruton implementou um sistema de balanceamento aprimorado, permitindo um controle mais preciso.

Outro fator crítico é a aderência das esferas ao solo. Como acumulam poeira rapidamente, tornam-se escorregadias e exigem manutenção frequente para evitar perda de controle. Apesar dessas dificuldades, os primeiros testes demonstraram a viabilidade do conceito.

O futuro da mobilidade?

Embora a moto omnidirecional ainda não seja um produto comercializável, seu conceito abre espaço para novas aplicações no setor de transportes. Tecnologias semelhantes podem ser incorporadas a veículos utilizados em espaços confinados, como armazéns e fábricas, otimizando a logística e o deslocamento de cargas.

O projeto de Bruton demonstra que a inovação na mobilidade pode ir além dos padrões tradicionais. Se essa tecnologia ganhar aperfeiçoamentos, quem sabe poderemos ver versões mais refinadas circulando pelas ruas no futuro.