Meio Ambiente Repovoamento
Repovoamento dos rios do Paraná fortalece ecossistema e impulsiona turismo
Ação desenvolvida pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável reintroduz peixes nativos nos principais rios do estado, promovendo equilíbrio ambiental e incentivando a pesca esportiva
07/02/2025 09h05
Por: João Livi Fonte: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável
Programa Rio Vivo promove a soltura de peixes de nove espécies nativas nos rios do Paraná. Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Garantir a biodiversidade aquática e fortalecer o turismo da pesca: esse é o objetivo do programa Rio Vivo, promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) em parceria com a Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca (SDBHP). O projeto foca na reintrodução de espécies nativas em rios do Paraná, contribuindo diretamente para a sustentabilidade dos ecossistemas locais.

Milhões de peixes devolvidos à natureza

A segunda fase do programa, iniciada no final de 2024, tem como meta a soltura de 10 milhões de peixes até 2026. Na primeira etapa, entre 2021 e 2022, foram mais de 2,6 milhões de exemplares devolvidos às águas paranaenses. A estratégia busca fortalecer as populações de peixes que tiveram declínio nos estoques naturais.

Para garantir o sucesso da ação, a escolha das espécies segue critérios rigorosos estabelecidos pela Resolução Sedest/IAT nº 10. As solturas ocorrem apenas com peixes juvenis, pois possuem maior taxa de sobrevivência do que os alevinos. Além disso, evita-se a introdução de espécies exóticas que poderiam comprometer o equilíbrio ambiental.

Espécies nativas priorizadas

O programa Rio Vivo contempla a reintrodução de nove espécies nativas:

Cada uma dessas espécies desempenha um papel essencial no ecossistema. Desde os forrageiros, que compõem a base da cadeia alimentar, até os predadores de topo, como o dourado e o pintado, o programa busca equilibrar a fauna aquática de forma sustentável.

Locais e datas das próximas solturas

As próximas ações de soltura já têm datas marcadas:

Segundo o coordenador técnico da SDBHP, Roald Andretta, a prioridade é fortalecer os estoques naturais, beneficiando tanto o meio ambiente quanto pescadores amadores e profissionais: "Damos prioridade para espécies cujos estoques naturais apresentaram queda e buscamos contemplar toda a cadeia alimentar. Assim, garantimos equilíbrio ecológico e fomentamos o turismo da pesca".

Benefícios para o turismo e meio ambiente

A pesca esportiva movimenta a economia local, atraindo turistas e promovendo a conscientização sobre a preservação ambiental. O repovoamento dos rios também beneficia comunidades ribeirinhas, que dependem desses recursos naturais.