Meio Ambiente Que calor!
Janeiro de 2025 bate recorde histórico de calor
Temperatura global atinge níveis alarmantes e reforça a urgência de medidas contra as mudanças climáticas
06/02/2025 07h26 Atualizada há 2 meses
Por: João Livi Fonte: Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O primeiro mês de 2025 entrou para a história como o mais quente já registrado no planeta, segundo dados do Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas da União Europeia. A temperatura média global do ar na superfície atingiu 13,23°C, superando a média do período entre 1991 e 2020 em 0,79°C e ficando 1,75°C acima dos níveis pré-industriais.

"Janeiro de 2025 é outro mês surpreendente, continuando as temperaturas recordes observadas nos últimos dois anos, apesar do desenvolvimento das condições de La Niña no Pacífico tropical e seu efeito de resfriamento temporário nas temperaturas globais",

- destacou Samantha Burgess, especialista em clima do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

A sequência de temperaturas extremas é preocupante: nos últimos 19 meses, 18 apresentaram médias superiores a 1,5°C em relação à era pré-industrial. No acumulado entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025, a elevação foi de 1,61°C, reforçando a tendência de aquecimento global acelerado.

Regiões mais afetadas

Os aumentos mais significativos foram registrados no sudeste da Europa, nordeste e noroeste do Canadá, Alasca, Sibéria, sul da América do Sul, África, Austrália e Antártica. Por outro lado, algumas áreas experimentaram temperaturas abaixo da média, como o norte da Europa, partes dos Estados Unidos, leste da Rússia, Península Arábica e sudeste da Ásia.

A temperatura média da superfície dos oceanos também refletiu o impacto da crise climática. Em janeiro, as águas das regiões temperadas e intertropicais atingiram 20,78°C, sendo o segundo maior registro para o período, ficando apenas 0,19°C abaixo do recorde de janeiro de 2024.

Chuvas  

O estudo também revelou um aumento na umidade global, com chuvas acima da média em diversas partes do mundo. Entre as regiões mais afetadas pelas fortes precipitações estão a Europa Ocidental, Escandinávia, Itália, países bálticos, Alasca, Canadá, Rússia central e oriental, leste da Austrália, sudeste da África e sul do Brasil. As enchentes e tempestades intensificaram os desafios climáticos, impactando populações e ecossistemas.

Monitoramento  

O programa Copernicus, coordenado pela Comissão Europeia, monitora o clima global com base em informações coletadas por satélites, navios, aeronaves e estações meteorológicas. A crescente onda de calor e eventos extremos reforça a necessidade de ações concretas para frear o aquecimento global. A comunidade científica e ambientalistas alertam que medidas urgentes são indispensáveis para evitar consequências ainda mais severas no futuro.