Atualmente, o cristianismo é a maior religião do mundo, com cerca de 2,3 bilhões de adeptos, representando aproximadamente 31,2% da população global. Essa fé, centrada na figura de Jesus Cristo, atravessou séculos e fronteiras, sendo interpretada e vivida de diferentes formas por católicos, evangélicos e protestantes. Além disso, Jesus também é reconhecido, embora de maneiras distintas, por outras religiões e filosofias, como o judaísmo, o islamismo, o hinduísmo e até pelo pensamento ateísta.
Jesus Cristo é uma das figuras mais influentes da história, reverenciado de formas distintas por várias tradições religiosas e filosóficas. Sua identidade, vida e impacto são entendidos de maneiras diversas por católicos, evangélicos, protestantes, judeus, muçulmanos, outras religiões e até por ateus. Nesta matéria, exploramos as diversas perspectivas sobre quem foi Jesus Cristo e abordamos a origem e o significado do Natal, data que celebra seu nascimento.
A maior igreja cristã do mundo é a Igreja Católica Apostólica Romana, com aproximadamente 1,3 bilhão de fiéis, o que corresponde a cerca de metade de todos os cristãos no mundo. A Igreja Católica é liderada pelo Papa e está presente em praticamente todos os países, desempenhando um papel significativo na história, na cultura e na espiritualidade global.
Para os católicos, Jesus Cristo é o Filho de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, e o Salvador da humanidade. Ele veio ao mundo para redimir os pecados e reconciliar os homens com Deus por meio de sua paixão, morte e ressurreição. A Igreja Católica ensina que Ele foi concebido pela Virgem Maria através do Espírito Santo, cumprindo as promessas do Antigo Testamento sobre o Messias.
Os evangélicos, presentes em diversas denominações como Assembleias de Deus, Igrejas Batistas e Igreja Universal do Reino de Deus, veem Jesus Cristo como o Filho de Deus e Salvador. Valorizam uma relação pessoal com Cristo, acessada pela fé e baseada na Bíblia, que é central para sua prática religiosa. Destacam a missão de compartilhar o evangelho e sua mensagem de redenção.
Os evangélicos compartilham da crença de que Jesus é o Filho de Deus e Salvador. Muitos evangélicos também destacam a importância da "Grande Comissão," na qual Jesus ordena a pregação de sua mensagem ao mundo.
Os protestantes, como os evangélicos, reconhecem Jesus como o Messias e Salvador, mas podem variar em nuances teológicas dependendo da denominação (luteranos, presbiterianos, anglicanos, etc.). A Reforma Protestante trouxe ênfases como a justificação pela fé e a autoridade das Escrituras na interpretação de quem foi Jesus.
Para o Judaísmo, Jesus não é reconhecido como o Messias ou como Filho de Deus. Ele é visto como um judeu que viveu e pregou em Israel no século I, mas cujas alegações messiânicas e divinas não se alinham com as profecias judaicas sobre o Messias.
No Islã, Jesus (conhecido como Isa) é considerado um grande profeta e mensageiro de Deus, mas não é Filho de Deus. Os muçulmanos acreditam que Ele realizou milagres e nasceu de Maria (Maryam), mas não foi crucificado; em vez disso, Deus o elevou ao céu.
Ateus, que não acreditam em Deus ou entidades divinas, geralmente consideram Jesus como uma figura histórica, um líder religioso e social que influenciou o curso da história, mas sem associações divinas. Muitos valorizam seu legado ético, enquanto outros questionam a historicidade de detalhes sobre sua vida.
O Natal, comemorado em 25 de dezembro, celebra o nascimento de Jesus Cristo. A escolha da data não é mencionada nos Evangelhos, mas foi estabelecida pela Igreja no século IV, coincidindo com festividades pagãs romanas, como o festival do Sol Invicto. O objetivo era cristianizar essas celebrações, enfatizando a chegada de Cristo como a "luz do mundo."
O Natal é marcado por celebrações religiosas, como missas e cultos, além de tradições culturais, incluindo troca de presentes, ceias e decoração de árvores de Natal. É também um momento de reflexão, solidariedade e união familiar, reconhecido em muitas partes do mundo, independentemente de crenças religiosas.
Jesus Cristo continua a ser uma figura de união e divergência entre as crenças humanas, mostrando como sua influência transcende barreiras religiosas e filosóficas. O Natal, como celebração de seu nascimento, oferece um momento de renovação e esperança para crentes e não crentes.